quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
INOVAÇÃO - O novo tratamento, que começou a ser desenvolvido em novembro no Hospital das Clínicas irá atender 40 crianças, de ambos os sexos, com idades entre 12 e 18 anos incompletos, divididas em seis grupos, onde cada metade terá um tipo de tratamento. As crianças serão separadas por meio de sorteio, já que algumas podem apresentar pré-diposição para tratamento medicamentoso e outras para a técnica cognitivo-comportamental.
De acordo com Asbahr, este método - inédito no País - será mais rápido e terá menor custo, já que mais pacientes poderão ser atendidos de uma só vez. "Esperamos que este novo método, que terá duração de seis meses, seja eficaz. Há muitos anos desenvolvemos tratamentos, mas nunca demos ênfase ao trabalho em grupo. Talvez essa seja uma solução". Ana Regina diz que o estudo tem o objetivo de comparar as duas formas de tratamentos medicamentosa e técnica cognitivo-comportamental - para verificar qual é a mais eficaz. "Tudo será relatado e como base teremos estudos e pesquisas já realizados até o momento".
"A idéia é de que a terapia seja tão eficiente quanto a medicação, com a vantagem de nenhum tipo de droga ser utilizada. Acreditamos que quando o tratamento é realizado desde criança, as possibilidades de mudança no curso do desenvolvimento desta pessoa sejam significativas, não apenas no transtorno obsessivo-compulsivo, mas em qualquer patologia", observa Ana Regina.
FALTA DE INFORMAÇÃO
Faz parte desta nova pesquisa a participação efetiva dos pais, pois para a eficácia do tratamento, o desempenho do paciente é fundamental. "Estaremos tirando dúvidas, orientando e atendendo os pais destes adolescentes durante os meses em que trabalharemos com estes grupos", afirma o médico.- Um dos principais problemas encontrados por Ana Regina e confirmado por Asbahr é a falta de informação. "Existem fantasias irreais quanto ao profissional psiquiatra. Quando os pais ficam atentos aos sintomas dos filhos, o tratamento precoce pode ser realizado", diz a médica. Asbahr lembra que os responsáveis pela criança acham que os sintomas são manhas da idade e não sabem como agir. "É necessário estar atentos na intensidade da repetição dos atos, para que a busca de ajuda seja rápida", sugere.
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